Com pequenos passos de memória vivi,
Sem nunc’ a minha alma um pingo de amor viver.
Procurei dentro da terra que podia ver,
Mas o futuro ‘stava p’ra além do que previ.

De tal país tão elegante, eu nunca ‘ntevi
Qu’ algo tão perfeito me pudesse comover,
Sentir este sentimento novo me ‘nvolver
Que rápido numa pura criança eu volvi.

Oh Deuses cruéis que nos testais p’lo sentimento
Afastado de conforto e toque constante,
Podeis aceitar o Amor de qualquer o momento?

No horizonte, fic’ a minha visão fixante,
De tudo o que Eros faz no coração c’um amento.
Fixo o futuro dual perfeito em mim diante!